sexta-feira, 20 de novembro de 2009

CAMINHAR, SENDO OBSERVADO!!!





Caminhar tendo a certeza de que você está sendo observado...

Muitos já devem ter tido essa sensação, certo?

Bem, para mim isso é bastante comum... E são raras as vezes que isso passar a ser um incomodo;

Mas em um belo dia caminhando em um shopping com minha esposa, passei a analisar e a tentar compreender os olhares vindos de várias direções, sexos e idades...





Idosos, os mas engraçados pois são na maioria das vezes curiosos. Curiosidade que muitas das vezes faz com que te abordem... O que me deixa muito tranqüilo em responder as perguntas...

As perguntas são muitas... Porém há uma que é a Top...

“Foi acidente”?...

Minha resposta é sempre de forma simples...

“Não, Sr. Ou Sra. Não foi acidente, isso ocorreu devido a um erro médico, meu parto foi muito demorado, por negligência médica em decorrência a esse atraso tive a chamado Paralisia Cerebral, que por conseqüência atingiu a parte locomotora”.

Espantados, com minha resposta, passam a expressar em seus rostos o sentimento de pena, que em muitas das vezes é seguindo da palavra “Tadinho”...

Daí a meus amigos leitores faço algumas reflexões...

Por que chamamos os deficientes seja qual for à deficiência de “Tadinho”, talvez porque sentimos pena e lamentos o fato, certo? Com certeza é isso apesar de eu respeitar esse sentimento, acredito que essa palavra e o sentimento de piedade não devam existir...

Nós deficientes só precisamos ter nossos direitos assegurados e respeitados...

Precisamos que as pessoas nos respeitem, como pessoas e como profissionais que somos;

As pessoas precisam olhar além de nossa aparência física que nem sempre é a mas linda,

Aparência não está vinculada a inteligência...

Não é necessário sentir piedade, mas sim sermos responsáveis em gerar oportunidades.


Bem, continuando a caminhada pelo shopping e seguindo as observações,

As pessoas de meia idade homens ou mulheres com crianças chegam a ser engraçados, para não dizer “pobres de espíritos”...

As crianças são curiosas, e como para muitas delas não é comum conviver com pessoas com deficiência é absolutamente normal que despertem sua curiosidade;

Chegando muitas vezes a pegarem nas muletas... E perguntarem “Tio tá com dodói”?

Sorrindo respondo sim tio está com dodói...

Reflexão para os leitores:

Por que alguns pais puxam seus filhos como loucos, como se ao tocar as muletas fossem ser contagiados por alguma doença?

Essa é a sociedade que afirmamos estar evoluindo?

Que evolução é essa que ensina as crianças desde pequena a tratar com indiferença as pessoas que elas julguem serem diferentes?

Vivemos em um Mundo que se reafirmar a cada dia ser mais e mais avançado em todos os meios e ainda nos deparamos com situações desta natureza!!!

Onde as pessoas que deveriam educar os pequeninos para saberem lidar com as indiferenças, são as que promovem ainda esse distanciamento...

Lembre-se: Crianças hoje, serão adultos amanhã...


Luciano Maçaneiro